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o senhor te da autoridade
Censo Demográfico - 2000 - Resultados da Amostra População residente segundo as Grande Regiões a as unidades da Federação Grandes Regiões e Unidades da Federação Total (1) Evangélicos Porcentagem Brasil 169.872.859 26.184.942 15% Norte 12.911.170 2.550.484 20% Rondônia 1.380.952 375.483 27% Acre 557.882 113.520 17% Amazonas 2.817.252 593.551 21% Roraima 324.397 72.947 22% Pará 6.195.965 1.119.823 18% Amapá 477.032 88.559 19% Tocantins 1.157.690 186.601 16% Nordeste 47.782.448 4.903.939 10% Maranhão 5.657.552 649.970 11% Piauí 2.843.428 170.917 6% Ceará 7.431.597 612.847 8% Rio Grande do Norte 2.777.509 247.755 9% Paraíba 3.444.794 303.151 9% Pernambuco 7.929.154 1.072.503 14% Alagoas 2.827.856 254.600 9% Sergipe 1.784.829 129.797 7% Bahia 13.085.769 1.462.399 11% Sudeste 72.430.194 12.685.289 18% Minas Gerais 17.905.134 2.437.186 14% Espírito Santo 3.097.498 773.129 25% Rio de Janeiro 14.392.106 3.163.741 22% São Paulo 37.035.456 6.311.233 17% Sul 25.110.349 3.849.564 15% Paraná 9.564.643 1.590.378 17% Santa Catarina 5.357.864 802.395 17% Rio Grande do Sul 10.187.842 1.456.791 14% Centro-Oeste 11.638.658 2.195.666 19% Mato Grosso do Sul 2.078.070 378.654 18% Mato Grosso 2.505.245 418.149 17% Goiás 5.004.197 998.802 20% Distrito Federal 2.051.146 400.061 20%
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A obra missionária e a volta de Jesus

Mateus - 9 - 35 : 38

Ler também Mateus 24.14

Introdução

• Nesta mensagem, o foco da nossa atenção é Mateus 24.14, o texto básico para as reflexões sobre a volta de Jesus. Nas mensagens que já pregamos, a segunda vinda de Jesus foi considerada sempre em relação com a nossa responsabilidade missionária, seguindo as instruções de Jesus (Atos 1.6-8).
• De acordo com Atos 1.8 temos o poder para testemunhar. Em Mateus 9.35-38, temos um modelo de missões. Capacitados pelo Espírito Santo, e seguindo nas pisadas de Jesus, o nosso Mestre, podemos cumprir perfeitamente a missão de pregar o evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Esta é a nossa parte para que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e para que ele envie o Cristo que o céu retém até os tempos da restauração de todas as coisas (Atos 3.19-21).
• Temos no mundo cerca de 300 países que são representados em nossas intercessões dominicais pelas suas bandeiras. Esses países abrigam cerca de 12000 nações. Dessas, mais ou menos 3000 não foram ainda alcançadas e são as mais resistentes à pregação do Evangelho. Temos um grande desafio missionário, pois o foco em Mateus 24.14 são as nações. Fomos informados na Conferência Missionária que, além de etnias, temos centenas de povoados no sertão do norte e nordeste brasileiro que não foram ainda alcançados!
• Aprendamos, com Jesus, como cumprir essa nobre missão.

1 - A DINÂMICA MISSIONÁRIA

• Jesus, o missionário modelo, é dinâmico, é homem de ação (9.35). Observemos os verbos percorrer, ensinar, pregar e curar.
• Para cumprir Mateus 24.14 é preciso ir aonde as pessoas estão. Jesus, para cumprir a sua missão, desceu às partes inferiores da terra (Efésios 4.9). Era consciente de que devia PERCORRER cidades e povoados para cumprir a sua missão (Marcos 1.37-39; Mateus 9.35). O nosso campo missionário começa em nossa casa, alcança os nossos relacionamentos sociais e inclui a responsabilidade de enviarmos pessoas chamadas por Deus para ir aonde não haja igrejas com condições de dar um testemunho eficaz do evangelho. Vamos nos lembrar do testemunho do Pr. Ezequias na evangelização de povoados no sertão do Maranhão e Piauí e do Pr. José João que lidera a obra missionária junto às populações ribeirinhas da região amazônica.
• O modelo de Jesus deixa claro também o conteúdo da nossa missão: pregar o evangelho do reino (evangelização), ensinar os princípios desse reino (discipulado) e curar os enfermos do espírito, alma e corpo (diaconia). Para isto, somos capacitados pelo Espírito Santo. Através das células, podemos ir de casa em casa no cumprimento dessa missão.

2 - A VISÃO MISSIONÁRIA

• Jesus viu nas multidões aflitas e exaustas pessoas que estavam maduras para serem colhidas no reino de Deus (Mateus 9.36-37). Essas pessoas estavam como ovelhas sem pastor. Os que deviam ser os pastores (João 7.32) tinham visão diferente (João 7.45-49). Para esses "pastores" a plebe (multidão) era maldita. Servia só para combustível do fogo do inferno.
• Precisamos ver as pessoas com os olhos de Jesus. Ele viu na samaritana renegada como hereje e pecadora uma pessoa sedenta da água da vida; ele viu em Zaqueu, um possível ladrão do colarinho branco, uma pessoa contrita, arrependida, faminta e sedenta da justiça divina, candidato a ser admitido na família de Abraão; ele viu na mulher de rua que lavava os seus pés com lágrimas e os enxugava com os seus cabelos uma cadidata a receber a salvação pela graça mediante a fé. Por outro lado, ele se referiu a líderes e teólogos como hipócritas e merecedores de duras reprimendas (Mateus 23.13-15).
• Vivendo em comunhão com Jesus, temos condições de atender à sua exortação: "Erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa" (João 4.35).

3 - A PAIXÃO MISSIONÁRIA

• Jesus, o missionário modelo, se compadeceu das multidões aflitas e exaustas. A visão correta desperta a compaixão. A paixão procede do coração e vai além da razão. Às vezes, parece loucura. Esse foi o julgamento da mãe e dos irmãos de Jesus (Marcos 3.21, 31) e de Festo (Atos 26.24-25).
• Como entender um amor tão apaixonado que leva Jesus ao sacrifício da cruz para salvar os pecadores? Esse amor nos constrange na obra missionária (2 Coríntios 5.14-15).
• Quando o Espírito de Jesus habita em nós e nos impulsiona na obra missionária, agimos como Jesus agiu; vemos como Jesus viu; compadecemo-nos como Jesus se compadeceu. Estamos identificados com Jesus, ou com os escribas e os principais sacerdotes que viam as multidões aflitas e exaustas como combustível para o inferno?

4- O SEGREDO MISSIONÁRIO

• A grande necessidade: obreiros, ceifeiros, operários! As pessoas estavam como ovelhas sem pastor porque os pastores que existiam não tinham disposição para agir, não tinham olhos para ver e não tinham coração para sentir, como Jesus agia, via e sentia. O trabalho precisa ser feito com pessoas comuns como os apóstolos que eram, quando chamados, pescadores, funcionários públicos, revolucionários políticos que eram leais, responsáveis, disponíveis e ensináveis!
• O segredo do sucesso na obra missionária está em pessoas que estão a serviço de Deus como resposta de oração. Todo o obreiro que está fora de foco, infrutífero, insatisfeito, murmurador, não é resposta de oração. Vamos orar para que Deus nos dê evangelistas e discipuladores nas células, que nos dê líderes de células, supervisores de líderes, superintendentes de áreas, pastores de distritos, missionários para pregar onde não há igrejas em condições de um efetivo testemunho do evangelho. Devemos orar também pela mobilização de todo o povo de Deus, pois "cada crente é um ministro e cada casa é uma igreja".

Conclusão

Não nos preocupemos com épocas ou estações que o Pai reservou para a sua exclusiva autoridade (Atos 1.7), mas abramos os nossos corações para que fiquemos cheios do poder do Espírito Santo (Atos 1.8) a fim de que, seguindo o modelo de Jesus, nosso Senhor e Mestre, sejamos testemunhas dele em Jerusalém (Londrina), Judéia (Brasil), Samaria (grupos em Londrina não alcançados) e até aos confins da terra (missões transculturais). Essa missão precisa ser cumprida para que o Senhor volte e nos invista na posse do reino que nos está preparado desde a fundação do mundo!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

escola biblica dominical lição4 a glória das duas alianças

Texto Áureo: ” Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece” (2 Co 3-11).

I - Saudação e Introdução à Lição.

Gostaria de congratular os amados leitores com a doce paz do Senhor Jesus. Desde já, desejo a todos um ano de intenso crescimento espiritual na presença de nosso Senhor, para que possamos caminhar sempre avante no conhecimento do evangelho. O presente trimestre possui uma excelente temática para o início deste ano de 2010, nos dando a direção inicial para um ótimo ano de estudo acerca da Palavra de Deus.

A presente lição, a quarta deste abençoado trimestre, alicerçada no capítulo 3 da segunda epístola do Apóstolo Paulo à Igreja de Corinto, nos traz um importante ensino acerca da Nova Aliança de Deus para com seus servos, fundamentada em Jesus Cristo, em contraposição à antiga aliança, baseada na “Lei” (Transcrita no Pentateuco - Lei do Senhor dada a Moisés).

Ademais, no princípio de 2 Coríntios, o Apóstolo Paulo aborda a questão acerca de sua recomendação perante a Igreja, dispensando a formalidade de cartas, e fazendo uma “autorrecomendação” (termo segundo o novo acordo gramatical brasileiro).

A presente lição se sobressai como de fundamental importância para nós, servos de Deus que vivemos sob a égide da nova aliança, para que possamos estudar acerca da infindável misericórdia de Deus para com seus servos, consubstanciada no sacrifício expiatório de Jesus Cristo no cruz do Calvário. Devemos entender que a expressão “Justificação” só adquiriu validade após a morte vicária de Jesus, nos estendendo a possibilidade de perdão mediante o arrependimento sincero e o abandono do pecado.

Ademais, quanto o Apóstolo dos Gentios faz sua “autorrecomendação”, nos deixa outra importante lição: A conduta e as obras de um servo de Deus vão à frente de qualquer recomendação escrita.

II - A Autorrecomendação do Apóstolo Paulo.

Cabe, inicialmente, transcrever 2 Co 3. 1-3: “1 Porventura, começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou de recomendação de vós? 2 Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, 3 porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.”

Nesta passagem o Apóstolo Paulo sintetiza aquela que demonstrou ser uma das grandes defesas do seu Apostolado: As suas boas obras, acompanhadas de uma irrepreensível conduta, que valiam mais do que qualquer carta formal de recomendação.

A utilização de cartas de recomendação tratava-se de uma prática Judaica para que, onde quer que fossem, não sendo conhecidos, poderiam obter, mediante a apresentação da carta recomendatória, hospedagem e alimentação enquanto precisassem. Observa-se, portanto, que a carta de recomendação era utilizada para tornar conhecido, digno de confiança, alguém que até então era desconhecido.

Quando entendemos a função da carta de recomendação naquela época, observamos então o motivo das palavras do Apóstolo Paulo. Ora, ele era fundador da Igreja em Corinto, pregador da Palavra de Deus em grande parte do mundo antigo (Idade Romana), servo de Deus de uma conduta irrepreensível e Apóstolo Investido por Jesus para levar a tantos quantos pudesse a Mensagem da Cruz. A exigência de carta recomendatória de outras igrejas em relação ao Apóstolo Paulo era atentatória à sua autoridade apostólica!

Desta forma, o Apóstolo reforça, com autoridade de Deus, que a sua carta de recomendação não era escrita com tinta em um pedaço de papel, mas com o Espírito Santo das Tábuas do Coração. Em síntese, Paulo esclareceu que a sua recomendação não era formal, escrita, mas advinha de cada pessoa e de cada igreja que haviam voltado-se para Cristo a partir da sua Pregação.

Assim, a recomendação do Apóstolo Paulo eram as suas obras, seguidas de uma conduta irrepreensível ante o Senhor, o que lhe dava a sustentação para apresentar-se a qualquer igreja de Jesus com a autoridade de um apóstolo divinamente investido para seu Ministério.

Não se confunda o presente tema com a moderna utilização de cartas de recomendação nas Igrejas. Estas são utilizadas para apresentação dos servos do senhor que se encontram em comunhão com a Igreja, e são muito úteis tendo em vista a grande extensão territorial do nosso país, os inúmeros irmãos por ele espalhados, e a necessidade de se manter imaculado o corpo de Cristo (Igreja).

De toda a forma, as palavras do apóstolo Paulo são perfeitamente aplicáveis à vida do atual servo de Deus. Nossas obras e nossa conduta caminham a frente de qualquer documento escrito como forma de recomendação ante aos demais irmãos. Podemos até sermos detentores de uma “carta de recomendação”, entretanto, sem obras e uma conduta que traduzam na realidade as palavras escritas na carta, esta não terá qualquer validade ante o Senhor e os irmãos em Cristo.

Trata-se, portanto, a autorrecomendação do apóstolo Paulo de uma verdadeira defesa do seu Ministério Apostólico ante os revoltosos da Igreja de Corinto.

III - As duas Alianças.

Assim escreve o Apóstolo Paulo em 2 Co 3. 6-8: “6 o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito Vivifica. 7 E, se o ministério da morte, gravados com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da Glória do seu rosto, a qual era transitória, 8 como não será de maior glória o ministério do Espírito?”.

Veja-se que no trecho bíblico acima transcrito, O apóstolo dos Gentios tece uma clara divisão entre o “Novo Testamento” (Nova Aliança) e a Antiga aliança, baseada na Lei.

A superação da antiga aliança pela nova se dá, de acordo com a Bíblia de Estudo Dake, (P. 1855 - 3.10ª) porque “(…) a última [Velha Aliança] era somente por um tempo (v.7; Gl 3.19-25; 4.30; Hb 9.9-10), para um lugar - a Palestina (Dt. 5.16; 11.9; 28.8; 31.13) e para um povo - os Judeus (Dt 5.3; Rm 2.12-16). A nova aliança é para o tempo todo, para todas as nações e para todas as pessoas (Mt 26.28; Mc 16.15,16; Lc 24.47; Jo 3.16; At. 1.8; Rm 10.9-14; 1 Co 12.13.” (Grifo nosso)

Nova Aliança é como denomina-se o novo tratamento dispensado por Deus aos homens, fundamentado no sacrifício de Jesus Cristo, e baseado no arrependimento e Justificação dos Pecados. Não trata-se de uma aliança que prioriza menos a Santidade do que a antiga aliança, mas que oportuniza ao pecador sinceramente arrependido, de qualquer nação, lugar ou época, a confessar os seus pecados e aceitar a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida. A Justificação dos Pecados só realizou-se plenamente através do sacrifício Vicário de nosso Senhor Jesus, o sacrifício perfeito, que tirou o pecado que pesava sobre nós e oportunizou aos homens, pecadores, achegarem-se a Deus, mediante a aceitação do Sacrifício de Jesus, o arrependimento sincero e o abandono do pecado.

Interessante observarmos algumas das principais diferenças entre as duas alianças (Dake, p. 1866 - 85):

Antiga Aliança Nova Aliança

Antigo Testamento (2 Co 3.14)
Novo Testamento (2 Co 3.6)

Veio Por Moisés (Jo 1.17)
Veio Por Jesus Cristo (Hb 8.6; 9.15)

Lei do Pecado (Rm 7.23; 8.2)
Lei da Justiça (Rm 9.31)

Não da Fé (Gl. 3.12)
Lei da Fé (Rm 3.27)

Concluída Por Cristo (Rm 10.4)
Iniciada por Cristo (Hb 8.6; 10.9)

Levava à morte (2 Co 3.7)
Leva à vida (Rm 8.2; Gl 3)

Torna culpado (2 Co 3.9)
Torna Livre (Gl 5.1; Jo

Glorioso (2 Co 3.7)
Mais Glorioso (2 Co 3.8-10)

Sacerdote Temporário (Hb 7.23)
Sacerdote Eterno (Hb 7.17)

Sacrifício de animais (Hb 9.12)
Sacrifício Perfeito (Hb 9.14-28)

Circuncisão (Êx 12.48)
Sem circuncisão (Rm 4.9-25)

Sem Salvação aos gentios (Hb 10.2-4)
Salvação Eterna aos servos de Cristo (Hb 5.9;1.10)


A antiga aliança, voltada ao povo Judeu, não era extensiva aos gentios (não Judeus). Entretanto, a Nova Aliança, fundamentada em Jesus Cristo, veio para dar Salvação a todos que derem crédito à mensagem da cruz, e seguirem os passos de Jesus.

Trata-se de uma aliança para a vida, e não para a morte. Como disse o apóstolo Paulo em Romanos 8.2: “Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da Lei do pecado e da morte”. A Lei do espírito (Nova aliança) tirou de nós o peso da Lei do Pecado, oportunizando-nos a Justificação de nossas obras.

A antiga aliança fora transitória, baseada em um momento histórico do povo Judeu. A nova aliança é permanente, calcada em Jesus Cristo, o Eterno Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 7.17).

Observe-se que, na antiga aliança, o pecado era severamente punido, muitas vezes em caráter físico e até mesmo com a morte (Lv. 20). Entretanto, na nova aliança, sobre a égide do espírito e do Sacrifício de Jesus, oportuniza-se ao pecador sinceramente arrependido o perdão de seu pecado, mediante confissão e renúncia. Por isso, se diz que a nova Lei é para a vida, e vida eterna em Jesus.

Jesus Cristo, por intermédio de seu vicário sacrifício, oportunizou a nós, gentios, sermos escolhidos como filhos de Deus, mediante o arrependimento dos pecados e aceitação da mensagem da cruz. Glórias a Deus!

IV- Conclusão

Devemos honrar através de nossas obras e de nossa conduta, a cada dia, o sacrifício de Jesus, que deu a vida por nós, gentios pecadores.

Que este ano possa ser um ano de bênçãos a você caro e estimado leitor, na presença de Deus e segundo a vontade de Jesus.

A paz do Senhor!

sábado, 16 de janeiro de 2010





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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

escola biblica dominical lição3

Texto Bíblico: 2 Co 1.12-14, 21, 22; 2.4, 14-17




TEXTO ÁUREO:

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e , por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento” (2Co 2.14) A narrativa de Paulo muda, subitamente, da realidade invisível de sua ansiedade pelos crentes de Corinto e de seu desapontamento por não ter encontrado Tito em Trôade, para o terreno espiritual. Paulo se vê como parte do cortejo triunfal de Deus na cidade celeste, muito parecido com uma parada de Vitória que um antigo general romano lideraria, ao voltar a Roma, (isto não lhe era concedido pelo senado a menos que ele tivesse uma vitoria muito importante e decisiva ou conquistado uma província), com cativos vencidos seguindo atrás dos carros de combate. Mas aqui Paulo - ex-inimigo de Deus - é um alegre cativo e participante das bênçãos da vitória do Rei. Nós também participamos desse modo do domínio espiritual, marchando na parada de vitória do nosso grande Rei, enquanto as forças do inimigo são esmagadas pelo seu avanço. Apesar de retrocessos como Paulo sofreu em Trôade, os olhos da fé podem ver o progresso inevitável de reino de Deus. Tal triunfo em Cristo, como o que é descrito aqui, manifesta a fragrância do seu conhecimento por meio de ministros triunfantes onde quer que sirvam.



VERDADE PRÁTICA:

A glória do ministério cristão está na simplicidade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis. - Nesta terceira Lição é dada ênfase à autenticidade do ministério cristão, caracterizado pela simplicidade, bom testemunho e sinceridade com que se prega ou ensina a palavra de Deus.



OBJETIVOS DA LIÇÃO

- Conscientizar-se de que a glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o Evangelho

- Explicar as razões da mudança de planos da ida de Paulo a Corinto

- Saber que somos o bom cheiro de Cristo



PALAVRA CHAVE: “ministério” - (Gr. Diakonia) serviço, ministério; aparece no sentido de ministério religioso e espiritual (cargo ou função) em At 1.17, 25; 6.4; 12.25; 21.19; Rm 11.13 (ministério apostólico), At 20.24; 2 Co 4.1; 6.3; 11.8; 1 Tm 1.12; 2 Tm 4.5 (ministério de pregação e ensino), administração (2 Co 9.13; Ef 4.12). (VINE, 2003, p. 791); - (Gr. Leitourgia) ministérios sacros: (a) sacerdotal (Lc 1.23; Hb 8.6; 9.21) (b) figurativamente, a fé prática dos membros da igreja em Filipos considerados como sacrifício sacerdotal, sobre o qual a vida do apóstolo Paulo poderia ser derramada como libação (Fp 2.17); (c) o “ministério” dos crentes uns aos outros, considerado como serviço sacerdotal (2 Co 9.12; Fp 2.30).



INTRODUÇÃO

Paulo visitou Trôade (Uma cidade no extremo noroeste da Ásia Menor, atual Turquia, no lado oposto do mar Egeu, defronte da Grécia. Paulo viajou dali para Filipos. Foi em Trôade que Paulo teve uma visão de um homem da Macedônia, implorando-lhe que viesse ajudá-los (At 16.8)) em sua segunda viagem missionária (At 16. 6-8) e talvez durante a terceira (At 16..At 18.23). Não se sabe a qual viagem ele se refere.Após render graças a Deus pela libertação divina que tivera na Ásia (1.8-11), Paulo agora segue, a partir do versículo 12, trazendo uma defesa de sua conduta aos irmãos de Corinto. Segundo Mt 24.3, um dos grandes sinais do fim dos tempos é a aparição de um grande número de “falsos obreiros” ou de “falsificadores da palavra de Deus”, que enganarão com muita habilidade e astúcia o povo de Deus, inclusive, com a realização de grandes sinais e prodígios. Paulo enfrentou acusações de oponentes que tentavam arruinar sua credibilidade como apóstolo de Cristo. Hoje, esses “falsos obreiros” se encontram exercendo várias funções na igreja e de igual forma, tentam arruinar o progresso do verdadeiro evangelho. A Igreja de Jesus é um corpo espiritual no qual a unidade do Espírito só pode ser conservada pelo vínculo da paz. O apóstolo Paulo, usado por Deus, exorta a Igreja à unidade, à concórdia e à comunhão entre os irmãos. Todavia, é uma grande lástima ver aqui e acolá os ditos salvos e santos em guerra uns contra os outros. Será que estes são a continuação dos “falsos irmãos” descritos em Gálatas 2.4?



I. O MINISTÉRIO APOSTÓLICO DE PAULO (1.12-22)

1. Confiabilidade, a garantia do ministério (1.12-14). Paulo havia desistido da viagem a Corinto pela terceira vez, e os irmãos coríntios influenciados por alguns opositores, começaram a alegar que Paulo agia displicentemente com a igreja. Deus proveu oportunidades que Paulo pregasse o evangelho. Uma grande oportunidade de ter um ministério eficaz não fez Paulo desviar-se de seu compromisso anterior de cuidar da igreja em Corinto e endireitar os seus problemas. Paulo continuava a sentir uma profunda preocupação por todas as igrejas fundadas por ele.



2. A força de sua consciência (1.12). Paulo se gloria não em sua própria habilidade, mas em ter uma consciência limpa e uma conduta moralmente reta. Sua simplicidade e sinceridade piedosa não resultam de ele estar seguindo a sabedoria convencional do mundo, mas resultam dele depender da graça de Deus. Quando se gloria, Paulo não toma crédito para si mesmo. É o triunfo da graça de Deus nele.



3. A autenticidade ministerial (1.18-22). Paulo invoca a fidelidade divina como o padrão e a garantia da sua própria fidelidade. Todas as promessas de Deus são sim e que assim seja, ou sim e verdade. Nele, elas são sempre sim, e nele, elas são sempre fiéis. Nem uma promessa de Deus se resume em ‘não’ para quem crer e cumprir as condições. A veracidade absoluta e as palavras de Deus, dignas de confiança como elas são em Cristo, eram o padrão que Paulo sempre seguia em seus discursos. Isso é coerente com o padrão geral, seguido por Paulo, de derivar os absolutos morais do caráter moral de Deus. Paulo era um homem tão íntegro e tinha um caráter tão firme que, diante da acusações contra a sua vida, ele apela para a sua consciência pessoal como testemunho de sua sinceridade nas ações de seu ministério.



II. A ATITUDE CONFIANTE DE PAULO EM RELAÇÃO À IGREJA (1.23-2.13)

1. Razões de mudança de planos da ida de Paulo a Corinto (1.23-2.4). “Eu, porem, por minha vida, tomo a Deus por testemunha de que, para vos poupar, não tornei ainda a Corinto;” Paulo presta aqui um juramento solene para persuadir os crentes de Corinto quanto à sua veracidade. É como se o apóstolo estivesse dizendo: ‘Se não estou dizendo a verdade, peço a Deus que me tire a vida’. Em sua próxima visita, ele chegaria com a autoridade e o poder do Senhor, e ele queria dar-lhes oportunidade de se arrependerem. Esse foi o motivo pelo qual ele tinha alterado os seus planos e não voltou a Corinto antes de partir para a Macedônia. Essa alteração não ocorrera por vacilação mundana ou por covardia., conforme seus opositores estavam afirmando.



2. O perdão ao ofensor arrependido e a disciplina eclesiástica (2.5-11). Após aquela visita entristecedora (v. 1), Paulo escreveu uma carta de repreensão à igreja dos coríntios, enviando-a por mão de Tito. O propósito de Paulo, ao escrever a carta desagradável, não foi simplesmente entristecer os coríntios. Ele estava buscando o melhor para a igreja, mesmo que isso trouxesse dor, tanto para eles quanto para si próprio. Ao que tudo indica, depois que Paulo deixara Corinto ou, pelo menos, depois que Tito havia chegado ali com a carta desagradável, os crentes de Corinto exerceram disciplina eclesiástica contra o ofensor.



3. A confiança de Paulo no triunfo da Igreja. Nos versículos 12 e 13, Paulo anseia por ter noticias de Tito. Ele tinha esperado que Tito visse ao encontro dele em Trôade e lhe desse noticia de que a carta de reprimenda fora bem recebida. Quando Tito não apareceu, Paulo ficou profundamente perturbado. A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que não haja contaminação dos demais, entretanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitude corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe o arrependimento e o recomeço da vida cristã.



III. PAULO SE PREOCUPA COM OS FALSIFICADORES DA PALAVRA DE DEUS (2.14-17)

1. A visão de triunfo do Evangelho no mundo (2.14). A narrativa de Paulo muda, subitamente, da realidade visível de sua ansiedade pelos crentes de Corinto e de seu desapontamento por não ter encontrado Tito em Trôade, para o terreno espiritual. Paulo se vê como parte do cortejo triunfal de Deus na cidade celeste. O triunfo aqui é como o dos romanos, no qual uma homenagem publica e solene era feita a um general vitorioso, concedendo-lhe um magnífico cortejo pela cidade de Roma. O triunfo em Cristo significa completo domínio sobre os poderes satânicos.



2. Somos o bom cheiro de Cristo (2.15). Tal triunfo em Cristo manifesta a fragrância do seu conhecimento por meio de ministros triunfantes onde quer que sirvam. Os ministros são o bom perfume para Deus por meio de Cristo em todos que salvos e não salvos. Para os salvos, eles são um aroma de vida para a vida. Para os não salvos, eles são um aroma de morte. Esta é outra forma de dizer que quem receber o evangelho será salvo e quem o rejeitar se perderá. O evangelho pregado salva santos e condena pecadores.



3. A ameaça dos falsificadores da Palavra de Deus (2.17). É uma tragédia que então, como agora, muitos tenham pregado o evangelho ou o ensino cristão apenas como um meio de ganhar a vida. O alvo de Paulo não era beneficiar-se pessoalmente ou receber recompensa financeira, mas era a glória de Deus - todo o ministério de Paulo foi efetuado na presença de Deus, provendo-lhe um poderoso motivo para manter sua consciência limpa. Pregadores mercadores são aqueles que oferecem um evangelho de imitação, corrompido, o qual ilude aos interessados. No capítulo 11.13, Paulo condena os falsos apóstolos que torciam o Evangelho para tirar proveito próprio em detrimento dos demais.



CONCLUSÃO

Depois de haver explicado sua mudança de planos sobre a visita aos crentes coríntios, Paulo descreve o que é um verdadeiro ministério cristão. Significa ser ministro de uma gloriosa nova aliança, confiando em Deus em meios a tribulações e falando a mensagem de reconciliação. Paulo insiste que a fidelidade a essas tarefas - e não a eloqüência, profundos pensamentos filosóficos ou padrões mundanos de excelência pessoal - é a base de um ministério válido. Ele confia, diante de Deus, que o seu ministério é autêntico e que os crentes coríntios são “carta de recomendação”, que testificam dessa autenticidade. Ele não confiava em si mesmo, mas “por intermédio de Cristo”(3.4).



APLICAÇÃO PESSOAL



Muitas igrejas tem surgido no cenário nacional, adotando a função de ‘apóstolo’ dentro de sua hierarquia eclesiástica. Quando comparamos os ditos ‘apóstolos’ com aqueles do Novo-Testamento, notamos o quanto diferentes são. De fato, no exercício dessa função, os ‘apóstolos’ de hoje acabam não se identificando com o apostolado bíblico. Hoje, um título de pastor não é difícil de obter. Ministérios há em que os consagrados a tão sublime cargo, não tem a chamada, a vocação, recebendo imposição de mãos de outros em pior situação. Estes falsificadores não estão preocupados com o bem estar das ovelhas, mas sua única preocupação é com a lã das ovelhas. As falsas doutrinas (Ef 4.14 ), provenientes do ensino de falsos mestres, estão entrando em nossas igrejas através de movimentos e modismos doutrinários, confundindo os crentes sem raízes profundas. A Teologia da Prosperidade, o Movimento da Fé, quebra de maldições, batalhas espirituais, encontrões, a auto-ajuda e o movimento G-12 são exemplos dessas coisas nocivas que têm causado sérios prejuízos à Igreja.

Hoje temos uma excelente oportunidade para uma aula participativa, para um FeedBack* do que tem sucedido em nossas igrejas. Pergunte aos alunos o que eles entendem por ministério e ministros. Depois, discuta as respostas. Pergunte também como percebem o crescimento dos falsos obreiros e se saberiam identificar os tais.



N‘Ele, que aspira em nós o doce aroma de Cristo,

Francisco A Barbosa (assis.barbosa@bol.com.br)



BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

- Dicionário VINE, CPAD.

- Bíblia de Estudo Pentecostal, Rio de Janeiro: CPAD

- Comentário Bíblico Matthew Henri, p.968. Rio de Janeiro: CPAD

- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos

- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã - SBB;



Boa Aula!



*FeedBack: -Em administração, feedback é o procedimento que consiste no provimento de informação à uma pessoa sobre o desempenho, conduta ou eventualidade executada por ela e objetiva reprimir, reorientar e/ou estimular uma ou mais ações determinadas, executadas anteriormente.

No processo de desenvolvimento da competência interpessoal o feedback é um importante recurso porque permite que nos vejamos como somos vistos pelos outros. É ainda, uma atividade executada com a finalidade de maximizar o desempenho de um indivíduo ou de um grupo. Processualmente, é oriundo de uma avaliação de monitoria.

sábado, 9 de janeiro de 2010

ebd lição2

TEXTO ÁUREO - II Cor 1:3. 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 1:1-7. PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.



Uma frase:



Toda aflição visa o meu benefício espiritual, o meu crescimento, e equipar-me para ter simpatia pelos que precisam. David Wilkerson



Pequeno glossário:



NAUM, hebraico: consolação, compassivo



NAA, hebraico: consolação, doçura



Vemos o que a Consolação, pode representar. É uma forma doce, do Espírito Santo aliviar as dores da alma do crente.



Ásia - “na sua grande aflição na Ásia”. Não o continente, mas a região da província romana, próximo ou na atual Turquia, que como sabemos tem parte no Continente europeu [o que demandou no atual contexto mundial, uma demora para entrada da mesma na Comunidade européia] e parte na Ásia menor, região que Paulo pregou e realizou parte de suas viagens missionárias.



A palavra “tribulação” em grego - é thlipsis, significando “angústia”, “fardo”, “perseguição”, “dificuldades”.



Thlibo -ser afligidos;aflitos.



Reflexão:



Deus nos livra em meio das aflições:



Salmo 34.19. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra.



At.4.36. Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,



1 PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia.



2 Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.



3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;



4 Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.



5 Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.



6 Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;



7 E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.



8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.



9 Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos;



10 O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda,



11 Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito.



12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo, e de modo particular convosco.



13 Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou também reconheceis; e espero que também até ao fim as reconhecereis.



14 Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus.



15 E com esta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que tivésseis uma segunda graça;



16 E por vós passar à Macedônia, e da Macedônia ir outra vez ter convosco, e ser guiado por vós à Judéia.



17 E, deliberando isto, usei porventura de leviandade? Ou o que delibero, o delibero segundo a carne, para que haja em mim sim, sim, e não, não?



18 Antes, como Deus é fiel, a nossa palavra para convosco não foi sim e não.



19 Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim, Silvano e Timóteo, não foi sim e não; mas nele houve sim.



20 Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós.



21 Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,



22 O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.



23 Invoco, porém, a Deus por testemunha sobre a minha alma, que para vos poupar não tenho até agora ido a Corinto;



24 Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé.



Nesta Epístola Paulo já está em pleno domínio da maioria da Igreja de Corinto.



Já havia ultrapassado as dissensões e sabia que os partidos haviam ficado sem vós e calados, muito embora, ainda dentro da Igreja, mas sem voz e vez.



Assim ele pode encaminhar esta Epístola com grande vigor disciplinador.



Ele mostra até mesmo expressa a sua confiança: “Como também já em parte reconhecestes em nós, que somos a vossa glória, como também vós sereis a nossa no dia do Senhor Jesus. E com esta confiança quis primeiro ir ter convosco, para que tivésseis uma segunda graça“ - II Co.1.14.15; em voltar a ter com os Coríntios, em pleno vigor e de cabeça erguida como Apóstolo daquela região e daquela Igreja.



Aflição:



A aflição é um sentimento de agonia, sofrimento intenso, preocupação ou desassossego por alguma causa ou coisa em que vá afetar a nossa vida direta, ou indiretamente.



Aflição é ainda a sensação de que algo “não está certo”, ou de que alguma coisa errada ou traumática possa acontecer.



Introdução:



II Co. 13.10-14.Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição.Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.Todos os santos vos saúdam.A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.



No contexto paulino, a palavra aflição está intimamente ligada a ação e trabalho na proclamação do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, Salvador nosso, além de evidentemente ser uma característica do próprio Cristo que sofreu por nós, assim Paulo explica e exorta o ânimo dos coríntios em seguirem adiante em meio a toda e qualquer tribulação.



Mormente a própria vida do apóstolo e de muitos de seus liderados e acompanhantes, como Lucas, Barnabé [At.4.36. Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,], Silas e outros.



Paulo tinha um grande interesse em que os cristãos não se abalassem pelos sofrimentos que viam na vida dele.



8-10.Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos [esperançoso] que também nos livrará ainda,



Paulo preveni os crentes de Listra e Icônio, de que eles iriam experimentar sofrimento pessoal,”e confirmando [fortalecendo a alma -”anima”] o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações,nos importa entrar no reino de Deus”. Atos 14:22.



A palavra em grego que Paulo usa aqui para “tribulação” é a mesma que Jesus em João 16.33, e quer dizer “angústia”, “fardos”, “perseguições”, “dificuldades”. Paulo disse: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”(2 Tim. 3:12).Sabemos que o Espírito Santo é o nosso Confortador. Mas por que Ele vem a nós quando há sofrimento profundo? Por que Ele fortalece, auxilia, e eleva os nossos espíritos? “…para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo” (2 Corint. 1: 4-5).



Aflição com gozo é a verdade na vida de Paulo, a qual ele quer transmitir aos seus leitores em Corinto e nos dias de hoje.



Em meio a grandes tribulações teremos uma maior Consolação com gozo do Espírito Santo.



Paulo está indo pela terceira vez a Corinto encontrar-se com a Igreja fundada em sua segunda viagem.



Paulo coloca o seu sentimento na necessidade da Consolação, comparando ao sofrimento de Jesus, que morreu, diz ele:



“II Co.13.4. Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós”.



A fraqueza a qual ele se refere é um dos traços do sofrimento da vida do homem Jesus e até mesmo as aflições da Cruz, expressa no clamor:



Mc.15.44. “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que traduzido é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”.



Ou mesmo para reforçar o entendimento do momento de Jesus, no deserto sendo tentado e depois consolado pelos seus anjos enviados por Deus, assim somos consolados pelo Espírito Santo enviado pelo Cristo glorificado, que foi consolado pelo Pai que enviou o seu séqüito no deserto, para consolar Seu Filho Amado:



Mt. 4.1-4.Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.



Mt. 4.10 .11. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.



É na aflição-tribulação que necessitamos do consolo divino.



A consolação de alguns não pode ser medida, segundo o entendimento de Paulo, pelo sofrimento das aflições, do tempo presente.



Há homens que já são consolados nesta vida, mas, no entanto, não terão consolo na Vida eterna.



Lc.6.24. Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação.



Mas, nós como Igreja e salvos, somos ensinados por Paulo a entender o que acontece nesta relação homem-Deus, na qual há momentos de pleno gozo, mas, quando somos afligidos, somos reféns do medo, pavor…



Mas, há meios, os quais Paulo nos ensina, bem como, as Escrituras pelos quais somos exercitados a ser consolados e entender a consolação.



O Que é Aflição:



Jeremias: “Eu sou o homem que viu a aflição”.



No original hebraico o termo “viu” significa que a aflição está viva e permanente na mente e os olhos ainda a enxergam como se fosse naquele momento, algo do passado que se transformou em companhia constante e que pesa na alma.



Entendendo O Propósito da Aflição E A Ação do Consolador:



Não há aflição sem propósito.



Paulo e Silas passaram pela aflição louvando a Deus e Deus os livrou e ainda salvou o carcereiro e toda sua família (Atos 16.30-31).



Ao louvor de Paulo e Silas na realidade foi uma ação do Espírito Santo que suscitou adoração em meio as dores e a aflição.



Paulo deixa muito claro que à alguns é permitido suportar muita aflição, não apenas para o seu próprio aprendizado, mas para beneficiar e ensinar a outros.



Não é a aflição ou o sofrimento, em si, que nos ensinam.



Muitos crentes não aprenderam nada com suas dificuldades.



Alguns até se distanciaram do Senhor.



Em vez disto, é necessário que o sofrimento e a aflição sejam entendidos e aceitos como provenientes da Sua mão.



A mente natural fica irritada e deprimida com qualquer tipo de sofrimento ou de aflição.A ação da aflição e seus efeitos:



Têm muitos, que a aflição não lhes dá crescimento, mas desespero, como o próprio Apóstolo pensou, num primeiro momento, na sua grande aflição na Ásia, mas depois ele reconsidera que há esperança em Cristo [IICo.1.8-9]:



II Co.4.8,9. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;



Davi disse: “No dia da minha angústia, procuro o Senhor…”Salmo77:2.



Aprendemos com esta Lição 2, que há ainda uma necessidade de ensino para nós Igreja de Cristo:



Aprendermos a passar tribulações e aflições, são elas que nos darão estrutura espiritual:



Pessoal



Para crescimento



Para fortalecimento



Para suscitar esperança



Para aprendizado



“Toda aflição visa o meu benefício espiritual, o meu crescimento, e equipar-me para ter simpatia pelos que precisam”.



E finalmente para nos preparar a transmitir a outros o que é passar aflição em Cristo, pois sempre ele nos mandará Consolação, através do “allos” enviado.



Muitos de nós, cristãos, sofremos e até desfalecemos nas nossas aflições, porque não aprendemos com Paulo, que o que estamos passando, é um tratamento de Deus para crescimento e acima das dores da aflição serão alcançados pela Consolação.



Não aprenderam que há uma ação de Deus a cada dia e o Espírito Santo nos conduzirá pelo caminho do refrigério de nossas almas e nos regenerará N’Ele.



Veja o que Paulo diz: “Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.” II Co.4.15-18.



Muitos estão como os judaizantes de Corinto, achando que em Deus não teremos mais aflições, e ainda encontram, no século presente “judaizantes” da tradição judaica [Os judeus acreditavam que se Deus se agradasse de você, então seria sempre abençoado e nunca sofreria.], nas pregações de muitos e famosos pregadores: “você nunca mais sofrerá,…você não terá mais falta de coisa alguma“, é uma pregação atual e disforme, distante dos ensinos bíblicos, principalmente dos ensinos paulinos, a verdade é que Paulo “pode tudo“, após passar fome, ser afligido, suportar cadeias, esta é a verdade das Epístolas de Paulo a Igreja de Corinto.



Nós os salvos somos aqueles que a tribulação ou aflição é uma mola que nos tira do vale para os montes e nos da o crescimento e a experiência, o “sendo atribulados, mas não desesperados”, nos aproxima de Deus.



A Aflição Promove Esperança:



Não pense que a aflição não terá fim, mas será algo que promoverá a ação do Espírito Santo na nossa vida.



O próprio profeta Jeremias encerra, este trecho de seu discurso canônico dizendo e entendendo, qual era propósito das suas aflições: “Quero trazer à memória o que pode me dar esperança“;



Paulo sabe que a sua vida é usada por Deus para iluminar a vida de muitos, a despeito destas tribulações ele pode ensinar: “Antes em tudo recomendando-nos como ministros de Deus; em muita perseverança, em aflições, em necessidades, em angústias, em açoites, em prisões, em tumultos, em trabalhos, em vigílias, em jejuns, na pureza, na ciência, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda, por honra e por desonra, por má fama e por boa fama; como enganadores, porém verdadeiros; como desconhecidos, porém bem conhecidos; como quem morre, e eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; como entristecidos, mas sempre nos alegrando; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo“.II Co.6.4.



O Objetivo da Consolação:



É o próprio Deus que nos consola através da Trindade em Cristo.



3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;



4 Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.



5 Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.



Mais, entendendo pelos versículos da Lição que Paulo está se referindo a alguém em especial, vemos que Jesus foi enviado como Consolador da nação de Israel e hoje nós somos o Israel de Deus.



Lc.2.25. Ora, havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel;



Mt.5.4. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.



Paulo nos versículo de 3 a 11, do capítulo primeiro desta segunda Epístola, está ensinando sobre a ação de Deus sofre o afligido, e o exemplo começa com ele.



Ensina que sobre esta base, Deus está estabelecendo um novo patamar espiritual para a Igreja de Corinto, sobre a obediência.



A consolação começa de cima para baixo no seio da Igreja.



Ela começa no próprio Apóstolo, sendo consolado em sua grande aflição - vs. 9 - para que ele possa transmitir este ensino da ação do Consolador



4.Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.



Promover o entendimento que nos traz a experiência para que possamos entender o que ocorre na vida daquele que passa aflição, e se desespera.



Promover Esperança:



Quando estamos em aflição parece que jamais ela acabará, masquando vem a Consolação a sensação é de esquecimento de tudo quanto passamos, mesmo os maiores problemas, são superados em nossas mentes, pela Consolação.



7 E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.



Como Somos Consolados:



Pela Palavra:



Pelo Evangelho nós somos iluminados para entender que as coisas de Deus e permitidas por ele em nossas vidas, nos são reveladas pela sua palavra que nos regenera, “ainda que nosso homem interior se corrompa”, a Sua palavra nos renovará e consolará, pois é Ela, quem nos alimenta e nos traz alegria a cada manhã.



II Co. 4.1 Pelo que, tendo este ministério, assim como já alcançamos misericórdia, não desfalecemos;



Sl.119.50. Isto é a minha consolação na minha aflição, porque a tua palavra me vivificou.



Por Cristo:



Cristo é promotor pelo Espírito Santo da nossa consolação.



Paulo diz: “5.Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo”, isto significa: se são muitas as aflições sobejará consolação em Cristo.



O Que A Consolação Promove:



Em meio a grande perseguição a Igreja primitiva, da qual um dos perseguidos,”At.9.29. …procuravam mata-lo”, era o próprio Apóstolo Paulo, havia uma ação do Espírito Santo, em fazê-la crescer, sob a ação e Consolação dada por Deus, através do Espírito Santo.



At. 9:31. - Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas;e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo.



Edificação



Multiplicação



Certeza: “Rm.8.35. quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação…”



Conclusão:



Esta lição nos trás um ensino consubstanciado de entendimento de que:



Deus nos permite sofrer as aflições, com um propósito de crescimento



De experiência



De fortalecimento



De nos infundir confiança n’Ele



De entendimento que tribulação vem sim na vida do cristão, por Cristo - pathema.



Mas, também nos da a resposta de que o Consolo de Deus sempre estará presente em nós, em meio, na e depois da aflição ou tribulação.



Cria que Deus tem uma Consolação em Cristo para nós!